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Games na sala, no quarto e onde-quer-que-você-esteja

A E3 acabou. Lá foram anunciados as notícias mais óbvias possíveis e, para espanto da população, a grande surpresa foi um videogame novo que já era certeza que ia aparecer. E se os videogames são surpresa numa feira de videogames, algo está errado. Ou quase. Pois, ao me ver, só a Nintendo está pensando no futuro das plataformas de games e não no futuro dos games.

O futuro dos games deve em andar em conjunto com o futuro de 3 tecnologias diferentes: Celulares (com uma exceção que vou falar mais pra frente); Tablets; E a mais óbvia: Televisões.

Na feira dos três E’s foram apresentadas algumas situações que já envolvem as tecnologias supracitadas: A Sony mostrou seu monitor Playstation. Com 3D e o bacanudo sistema de compartilhar a tela para dois jogadores diferentes. A marca do Mario mostrou ao mundo o joystick do seu novo console, o Wii U. O controle é também um tablet que pode navegar na internet, rodar os jogos e aquele monte de coisa que um tablet deve fazer. Por último, a Microsoft não mostrou nenhuma tecnologia nova, mas apresentou o que o Kinect pode fazer pra mudar a experiência de ver tv.

Vale lembrar que a Sony já apresentou seu Playstation Suite, para jogos em celulares com Android (talvez para outras plataformas também) e a Microsoft já conta com a Xbox Live em aparelhos com seu sistema Windows Phone 7. E é aí que o jogo pode mudar.

Imagine você com um jogo novo. Na sua tv você vai poder jogar em 3D, com sensor de movimentos e online com seus amigos, mas se você estiver meio cansado vai poder pegar seu tablet e ir jogar o modo campanha na sua cama, para poder dormir assim que precisar. No transporte público/hora do almoço/fila do banco, você saca seu smartphone e joga um mini-game do jogo que vai lhe dar mais pontos, seja para uma arma nova, ou algum outro conteúdo do seu interesse.

Você vai dizer “RÁ, SONHA! Quero meu 3DS/NGP com gráficos fodões e jogos gigantes”. Ok, você pode querer isso. Mas é bom saber que a grande maioria da população (inclusive eu) não tem saco para jogos gigantes na palma da mão. Veja que os jogos mais populares para as plataforminhas da Nintendo e da Sony são os de pensar e não os de cenários lindos e cores berrantes. Isso é pra tv – ou pro tablet.

A Sony já planeja “Playstation Tablets” e a Microsoft os tablets com Windows 8. A Nintendo é um caso diferente.

A Big N não deve começar a criar celulares (uma parceria com a Apple seria super legal, mas utópica) e ela deve ser a diferença que falei lá no começo desse texto. Ela vai continuar criando e vendendo seus portáteis e ter seu tablet só como um controle que vai fazer a ponte do mini, para o game e não vai ter muito uso para fora de casa. Qual o motivo vai levar a Nintendo a continuar lucrando com um sistema mais limitado que os outros? O mesmo que a fez lucrar rios de dinheiro com o Wii: Pioneirismo. Ela pode não ser a primeira a desenvolver a expansão dos jogos (já tem alguns anos de E3 que o assunto “games on the go” é comentado), mas ela foi a primeira a mostrar a convergência entre um tablet e a tv. Mesmo que seja um tablet limitado a fazer o papel de um controle. Lembrem que o Wii era limitado desde o seu lançamento e ninguém ligou pra isso.

Aliás, ligaram sim. Eu era um gamer muito mais “hard-core” e liguei para o gráfico besta e a agitação de braços. Acreditei que seria um Epic Fail só por conta disso. Mas eu estava errado e agora aposto minhas fichas que o mesmo deve acontecer com as plataformas portáteis. Vita e 3DS são gigantes do gráfico bonito que me cheiram a PS3 e Xbox 360 contra o fracote Nintendo Wii representado pelo iOS. O primeiro demorou para ser lucrativo; o segundo lucrou e conquistou mais fans que o primeiro mas ainda continua longe do terceiro (e mais fraco).

Espero ter acabado com os argumentos tolos de gráficos nesse último parágrafo. Você pode falar sobre preferência, afinal todos temos as nossas. Mas é indiscutível que a Nintendo está na vanguarda contra-mão das empresas que socam gráficos e esquecem de oferecer o “algo a mais”.

Daqui um ano a gente deve ver as outras duas correndo para mostrar algo parecido – talvez até superior, mas atrasado.

 

P.S. Hoje é dia 12/06 (dia mundial dos solteiros que jogam videogame), então eu queria dar parabéns a todos os videogames que eu já tive.

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  1. gui792
    junho 12, 2011 às 11:17 am

    A Nintendo sempre na frente, concordo também na questão dos gráficos. Vide o sucesso…do Angry Birds….tudo depende da plataforma!! Há gosto para tudo!

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